
Projeto Blue Shield em destaque na Jean Monnet Summer School
No dia 9 de julho, Pedro Seabra, Investigador Principal do projeto Blue Shield, participou como orador convidado da “Jean Monnet
Traduzir conhecimento técnico em políticas públicas eficazes
Cidadãos mais informados sobre os oceanos e uma sobre cidadania azul
É também Diretor da Licenciatura em Estudos Internacionais e do programa de Doutoramento em História, Estudos de Segurança e Defesa. A sua investigação centra-se nas relações internacionais, na segurança internacional, na segurança marítima, na geopolítica do Atlântico Sul e no reforço de capacidades de segurança em África. A par da sua atividade académica, exerceu anteriormente funções de Assessor do Ministro da Defesa Nacional de Portugal.
Especializada em Relações Internacionais, com enfoque na segurança energética, na defesa, na guerra híbrida e na segurança marítima. O seu trabalho combina competências académicas com uma vasta experiência prática no ecossistema de segurança europeu, incluindo funções no Conselho da Europa e na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Contribui igualmente para trabalhos de política, investigação e consultoria sobre a proteção de infraestruturas críticas, estratégias de resiliência e o nexo defesa-energia.
O seu trabalho centra-se na política externa e nos estudos de segurança, com especial competência em política externa, de segurança e de defesa europeia, no espaço pós-soviético e na segurança marítima no Atlântico. Anteriormente, exerceu funções de assessora do Ministro da Defesa Nacional de Portugal e coordenou o Atlantic Centre entre 2021 e 2023.
O seu percurso académico e profissional combina a ciência dos materiais, a investigação ligada à defesa e a liderança no ensino superior. O seu trabalho centra-se em materiais multifuncionais, proteção antibalística e blindagem, e materiais amorfos e cerâmicos. Exerceu também funções de gestão de investigação de alto nível, incluindo o cargo de Diretor da Fundação Helénica para a Investigação e Inovação.
Tem uma vasta experiência em gestão de projetos de grande escala, em particular na atração de investimento, no desenvolvimento regional e na educação. O seu trabalho centra-se na promoção do desenvolvimento da energia eólica na Letónia, representando os interesses do setor em contextos governamentais e internacionais, e fomentando a cooperação entre empresas da indústria. Trabalha ainda para reforçar a compreensão e o apoio do público à energia sustentável.
O seu trabalho explora temas como a política monetária verde, os riscos climáticos e ambientais, a economia da biodiversidade, o sistema bancário paralelo (shadow banking) e as finanças verdes. Interessa-se particularmente pela forma como os sistemas financeiros podem apoiar a transição para uma economia de baixo carbono e ajudar a enfrentar desafios climáticos mais amplos.
Natural dos Países Baixos, concluiu anteriormente licenciaturas em Ciências da Sustentabilidade Global e em História na Universidade de Utreque. Os seus interesses centram-se na interseção entre geopolítica, impacto societal, segurança e política externa.
É natural da Finlândia e licenciado em Relações Internacionais e Estudos Europeus pela Universidade Metropolitana de Praga. Os seus interesses académicos incluem a análise do discurso político, os estudos de segurança e a política externa.
Criado na África do Sul, é licenciado em Relações Internacionais e Política pela Universidade de Londres. O seu percurso académico assenta no estudo da política global e dos assuntos internacionais.
É natural do Canadá e possui um Honours Bachelor of Science em Psicologia pela Universidade de Toronto. Os seus interesses incluem a governação e segurança da IA, as tecnologias emergentes e a gestão de riscos existenciais.
Natural de Portugal, concluiu anteriormente a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais na NOVA FCSH. Os seus interesses incluem os estudos de segurança e defesa, a diplomacia e a geopolítica dos media.
AI AND DUAL-USE INNOVATION: ADVANCING MARITIME SECURITY IN EUROPEAN HOTSPOTS
Caleb Price
I. EXECUTIVE SUMMARY
Artificial intelligence (AI) is increasingly playing a foundational role in European maritime security. Along with advances in drone, cybersecurity and electronic warfare technologies, AI poses opportunities and challenges for the EU in protecting its blue zones. In this new context, threats to critical infrastructure and the maritime economy arise rapidly.
EU’S BEST PRACTICES IN ENHANCING MARITIME SECURITY
Shawn Rix
I. EXECUTIVE SUMMARY
Best practices are essential to maritime security in the European Union because they help coordinate the actions of diverse member states that may otherwise prioritise different national or organisational approaches. Through frameworks such as the European Union Maritime Security Strategy (EUMSS), the EU strengthens information-sharing, operational coordination, and collective responses to challenges including illegal trafficking in the Mediterranean, piracy affecting European trade routes, cyber threats targeting ports, and risks to critical underwater infrastructure in the Baltic Sea. This is particularly important in a system of shared authority, as it demonstrates how the EU can enhance cooperation while preserving national sovereignty. Furthermore, best practices encourage collaboration with international partners and support the integration of emerging technologies, thereby improving maritime situational awareness and decision-making.
NATO BEST PRACTICES IN ENHANCING EUROPE’S MARITIME SECURITY
Shawn Rix
I. EXECUTIVE SUMMARY
Best practices matter for NATO in maritime security because they ensure member nations operate under shared standards and procedures at sea. This improves coordination in multinational operations, reduces miscommunication, and enables faster responses to threats such as piracy, terrorism, and illegal trafficking. They also strengthen cooperation with NATO partners and support the safe integration of emerging technologies like autonomous systems, advanced surveillance, and cyber capabilities. For Portugal and the Atlantic, NATO best practices are especially important in enhancing Europe’s maritime security by protecting critical Atlantic sea lanes, strengthening surveillance and defence cooperation, and reinforcing Portugal’s strategic role as a gateway between Europe, the Atlantic, and other global maritime routes. By promoting safety, interoperability, and collective defence, NATO best practices help the alliance remain resilient and effective against evolving maritime challenges.
MARITIME SECURITY IN THE BALTIC AND NORTH SEAS: LESSONS LEARNED FOR THE ATLANTIC
Kaarle Ratia
I. EXECUTIVE SUMMARY
Portugal’s maritime security faces a structural challenge. Its Exclusive Economic Zone (EEZ), one of the largest in Europe, cannot be effectively monitored through traditional, presence-based surveillance alone. Atlantic weather conditions and limited human reach create blind spots that are actively exploited. The Portuguese Navy has reported numerous monitoring operations of Russian ships and submarines transiting the Portuguese EEZ, where enforcement authority is limited. Drug cartels operate purposely built semi-submersibles from Latin America, transiting through Portuguese waters mostly undetected. These developments represent a growing threat to both national security and European border integrity. The Baltic and North Sea countries have developed responses to comparable challenges via public-private cooperation that converts commercial assets into dual-use extensions of surveillance, and shared data environments that multiply the reach of national systems. These models were built for the same problems: vast maritime spaces, low resources, and challenges that exploit specific weaknesses. The following selection of examples provides lessons that could translate directly to an Atlantic-based scenario, where Portugal holds a more direct stake from a maritime perspective.
PORTUGAL E O QUADRO POLÍTICO-ESTRATÉGICO EM SEGURANÇA MARÍTIMA
Filipe Ildefonso
I. EXECUTIVE SUMMARY
Portugal é o país mais a sudoeste da Europa, contando com uma linha de costa de 2500 km, contabilizando a costa continental e a das Regiões Autónomas. A sua Zona Económica Exclusiva (ZEE) conta com, aproximadamente 1,7 milhões de km2, sendo a 3ª maior da União Europeia (UE) e a 20ª maior do mundo, tornando este território marinho cerca de 18 a 19 vezes superior à área territorial de Portugal. Tendo em conta o crescendo de insegurança no palco internacional, bem como o quadro das parcerias europeias em que se insere, urge uma sistematização dos objetivos e prioridades estabelecidos ao nível da segurança marítima.

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